Achei esse texto no site http://www.rbc.org.br/mdd sobre o dia da democratização da mídia (18 de outubro) e resolvi fazer um link com o dia 21 de junho, o dia do Mídia, pois acredito que devemos refletir sobre o papel da mídia nesses tempos de Isabela Nardoni, de eleições, enfim. Com que olhos estamos vendo o que a mídia nos apresenta? O que podemos tirar de bom do que os meios de comunicação nos oferecem? Pensar, discutir, concluir e agir.
"Em tempos como o nosso, de rápida concentração e comercialização dos meios de comunicações de massa, resta ainda realizar a convergência principal: cidadania para a democratização da mídia.
O Dia pela Democratização da Mídia (Media Democracy Day) batalha por e promove um sistema de comunicações de massa (mass media) que informe e fortaleça todos os membros da sociedade. O Dia pela Democratização da Mídia conecta a mídia crítica e criativa existente com movimentos sociais ativos, criando uma mensagem coerente para a atenção pública e para a ação local e global.
O que é o Dia pela Democratização da Mídia?
Seguindo o rastro de movimentos sociais pelo feminismo, justiça racial e ambientalismo nas últimas décadas, os esforços internacionais para democratizar a mídia estão agora se mobilizando para a educação, o protesto e a mudança. A Democratização da Mídia prioriza a diversidade no lugar da monotonia, o controle cidadão no lugar de escolha corporativa, o desenvolvimento cultural no lugar do lucro, e o discurso público no lugar das relações públicas.
O Dia pela Democratização da Mídia é um dia de ação internacional que tem três eixos como base:
Educação - o entendimento de como a mídia molda o nosso mundo e a democracia
Protesto - contra um sistema de mídia baseado na comercialização e na exclusão
Mudança - clama por reformas que respondam aos interesses públicos, promovam a diversidade e que assegurem a representação e a responsabilidade comunitária."
quinta-feira, 19 de junho de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
um domingo musical
O Quereres
Caetano Veloso
Composição: Indisponível
Onde queres revólver, sou coqueiro;
Onde queres dinheiro, sou paixão!
Onde queres descanso, sou desejo;
E onde sou só desejo, queres não!
E onde não queres nada, nada falta;
E onde voas bem alto, eu sou o chão;
E onde pisas no chão,
Minha alma salta: e ganha liberdade na amplidão...
Onde queres família, sou maluco;
E onde queres romântico, burguês!
Onde queres leblon, sou pernambuco;
E onde queres eunuco, garanhão!
E onde queres o sim e o não, talvez;
Onde vês, eu não vislumbro razão!
Onde queres o lobo, eu sou o irmão;
E onde queres cowboy, eu sou chinês!
Ah, bruta flor do querer...
Ah, bruta flor, bruta flor!
Onde queres o ato, eu sou o espírito;
E onde queres ternura, eu sou tesão!
Onde queres o livre, decassílabo;
E onde buscas o anjo, eu sou mulher!
Onde queres prazer, sou o que dói;
E onde queres tortura, mansidão!
Onde queres o lar, revolução;
E onde queres bandido, eu sou o herói!
Eu queria querer-te amar o amor,
Construírmos dulcíssima prisão;
E encontrar a mais justa adequação:
Tudo métrica e rima e nunca dor!
Mas a vida é real e é de viés,
E vê só que cilada o amor me armou:
Eu te quero e não me queres como sou;
Não te quero e não me queres como és...
Ah, bruta flor do querer...
Ah, bruta flor, bruta flor!
Onde queres comício, flipper vídeo;
E onde queres romance, rock'n roll!
Onde queres a lua, eu sou o sol;
Onde a pura-natura, o inseticídeo!
E onde queres mistério, eu sou a luz;
Onde queres um canto, o mundo inteiro!
Onde queres quaresma, fevereiro;
E onde queres coqueiro, eu sou obus!
O quereres e o estares sempre a fim,
Do que em mim é em ti tão desigual...
Faz-me querer-te bem;
Querer-te mal:
Bem a ti, mal ao quereres assim:
Infinitivamente impessoal;
E eu querendo querer-te sem ter fim!
E querendo-te,
Aprender o total...
Do querer que há;
E do que não há em mim!
Caetano Veloso
Composição: Indisponível
Onde queres revólver, sou coqueiro;
Onde queres dinheiro, sou paixão!
Onde queres descanso, sou desejo;
E onde sou só desejo, queres não!
E onde não queres nada, nada falta;
E onde voas bem alto, eu sou o chão;
E onde pisas no chão,
Minha alma salta: e ganha liberdade na amplidão...
Onde queres família, sou maluco;
E onde queres romântico, burguês!
Onde queres leblon, sou pernambuco;
E onde queres eunuco, garanhão!
E onde queres o sim e o não, talvez;
Onde vês, eu não vislumbro razão!
Onde queres o lobo, eu sou o irmão;
E onde queres cowboy, eu sou chinês!
Ah, bruta flor do querer...
Ah, bruta flor, bruta flor!
Onde queres o ato, eu sou o espírito;
E onde queres ternura, eu sou tesão!
Onde queres o livre, decassílabo;
E onde buscas o anjo, eu sou mulher!
Onde queres prazer, sou o que dói;
E onde queres tortura, mansidão!
Onde queres o lar, revolução;
E onde queres bandido, eu sou o herói!
Eu queria querer-te amar o amor,
Construírmos dulcíssima prisão;
E encontrar a mais justa adequação:
Tudo métrica e rima e nunca dor!
Mas a vida é real e é de viés,
E vê só que cilada o amor me armou:
Eu te quero e não me queres como sou;
Não te quero e não me queres como és...
Ah, bruta flor do querer...
Ah, bruta flor, bruta flor!
Onde queres comício, flipper vídeo;
E onde queres romance, rock'n roll!
Onde queres a lua, eu sou o sol;
Onde a pura-natura, o inseticídeo!
E onde queres mistério, eu sou a luz;
Onde queres um canto, o mundo inteiro!
Onde queres quaresma, fevereiro;
E onde queres coqueiro, eu sou obus!
O quereres e o estares sempre a fim,
Do que em mim é em ti tão desigual...
Faz-me querer-te bem;
Querer-te mal:
Bem a ti, mal ao quereres assim:
Infinitivamente impessoal;
E eu querendo querer-te sem ter fim!
E querendo-te,
Aprender o total...
Do querer que há;
E do que não há em mim!
quinta-feira, 12 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
Coluna: Sustentação do corpo e da alma
A alma tem a característica de ser extremamente mutável. Às vezes muda de cor; uma ora negra, em outra quase transparente. Torna-se tão sólida que chega quase a petrificar e torna-se diamante (será que este estado à torna rara?), outras vezes é mais leve que um grão de areia. Diria que são coisas da alma, fazer o que?!
A coluna que a sustenta se adapta as sua instabilidades, suas relações com o ambiente e com o repertório adquirido ao longo dos anos. A alma sempre carrega o que temos e também os desejos (aquilo que não temos, mas queremos) e a coluna por conseqüência carrega a alma e carrega o corpo e carrega as oscilações da alma, as torturas do corpo, as almas perdidas e os efeitos do corpo.
Minha coluna foi entortando, foi levantada com material de segunda, sem engenharia adequada, o pior, é que ela é uma viga de sustentação. Daquelas que mesmo querendo reformar a casa não se pode retirá-la, pois poderá, ou melhor, poderei vir abaixo. Então ela geme, apresenta rachaduras comprometedoras, e avisa que não aguentará por muito tempo. Triste fim para ela. Tento respeitar minha arquitetura, mas acredito que preciso urgente de uma restauração completa. A alma até que está em um peso adequado, mas o corpo mesmo sendo esquálido e magérrimo é tão pesado quanto um elefante obeso. Estou pensa e meus saltos funcionam como calços, pior que eu não queria ser uma mulher de salto, prefiria ser rasteira, mas, como diria o filósofo Claoni: “É a vida!”.
Lembrei-me da Clarise: “até cortar os desfeitos pode ser perigoso; não sabemos qual o defeito que sustenta nosso prédio inteiro” (é mais ou menos assim).
Bom, vamos à lição da história, que hoje é simples. Não carreguem muito peso, deixem o “supérfluo” pra trás. Mulheres, não carreguem espelhos, batons ou outras coisinhas na bolsa, isso prejudica a alma de vez em quando. Homens, não carreguem tantas coisas no chaveiro de seus carros e nem tanto dinheiro na carteira. Deixem o corpo mais leve e a alma mais transparente e como diria minha mamãe: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, pois nem queiram pesar a minha bolsa, tem até peixe frito!
A coluna que a sustenta se adapta as sua instabilidades, suas relações com o ambiente e com o repertório adquirido ao longo dos anos. A alma sempre carrega o que temos e também os desejos (aquilo que não temos, mas queremos) e a coluna por conseqüência carrega a alma e carrega o corpo e carrega as oscilações da alma, as torturas do corpo, as almas perdidas e os efeitos do corpo.
Minha coluna foi entortando, foi levantada com material de segunda, sem engenharia adequada, o pior, é que ela é uma viga de sustentação. Daquelas que mesmo querendo reformar a casa não se pode retirá-la, pois poderá, ou melhor, poderei vir abaixo. Então ela geme, apresenta rachaduras comprometedoras, e avisa que não aguentará por muito tempo. Triste fim para ela. Tento respeitar minha arquitetura, mas acredito que preciso urgente de uma restauração completa. A alma até que está em um peso adequado, mas o corpo mesmo sendo esquálido e magérrimo é tão pesado quanto um elefante obeso. Estou pensa e meus saltos funcionam como calços, pior que eu não queria ser uma mulher de salto, prefiria ser rasteira, mas, como diria o filósofo Claoni: “É a vida!”.
Lembrei-me da Clarise: “até cortar os desfeitos pode ser perigoso; não sabemos qual o defeito que sustenta nosso prédio inteiro” (é mais ou menos assim).
Bom, vamos à lição da história, que hoje é simples. Não carreguem muito peso, deixem o “supérfluo” pra trás. Mulheres, não carreguem espelhos, batons ou outras coisinhas na bolsa, isso prejudica a alma de vez em quando. Homens, não carreguem tantas coisas no chaveiro de seus carros e nem tanto dinheiro na carteira. Deixem o corpo mais leve e a alma mais transparente e como diria minha mamãe: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, pois nem queiram pesar a minha bolsa, tem até peixe frito!
sexta-feira, 23 de maio de 2008
E o carrossel começa a girar... e que paisagem bonita esta que vejo agora!

O bom de estar confusa é que você se visualiza todas as imagens com mais nitidez e vemos em um todo que ajuda a equilibrá-las da melhor maneira possível. Sabe o jogo de 7 erros? Pois é, nesse desafio as imagens são quase iguais, o que dificulta a visualização do que está errado. Na confusão completa a gente enxerga tudo e compõem
do jeito que se quer. Agora estou arrumando os elementos e o quadro está ficando bem equilibrado. Sabe o que eu descobri? Que o mérito deste equilíbrio é a forma com que eu estou lidando com as situações chatas. Tudo está um pouco mais simples. Estou bem no início de um caminho melhor. Uma pergunta que tenho ouvido bastante: será que eu preciso disso? Estou pensando e continuo pensando, o bom é que o carrossel sempre gira.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Tristeza com inteligência
Recomendação para quem for ler esta mensagem: terão palavras de desabafo e já me justificando (nem seu se deveria, mas...), escrevo porque palavras assim ,sempre tem algum aprendizado.
Bom, vamos lá.
O tempo da minha vida mudou, não parece tão finito como antes. Não parece tão temeroso, tão inesperado. Comecei a ir levando a vida e "seja o que eu quiser". Mas fatos marcantes aconteceram e ainda acontecem com o que gira ao meu redor. Valores revistos, andar calmo, palavras indecifráveis, ambíguas, de grande sabedoria, mas ainda pouco adaptáveis em mim. Nesses casos o amor é sempre mais, o meu pelo menos é e é assim que ando levando os últimos acontecimentos, com amor, com percepção e agradecimento e mais um pouquinho de amor eu diria. Se eu tinha alguma dúvida do que é o amor, hoje eu sei pelo menos o que ele é capaz de superar.
Vou agora entrar em um período de decisões importantes e de saudade extrema, como será que vou ficar? Sabe o que é o mais interessante? Nem quero saber. Só vou enfrentar e mais nada. Aproveitar o bom de tudo e respirar. Acho que vai ser mais inteligente, né?!
Bom, vamos lá.
O tempo da minha vida mudou, não parece tão finito como antes. Não parece tão temeroso, tão inesperado. Comecei a ir levando a vida e "seja o que eu quiser". Mas fatos marcantes aconteceram e ainda acontecem com o que gira ao meu redor. Valores revistos, andar calmo, palavras indecifráveis, ambíguas, de grande sabedoria, mas ainda pouco adaptáveis em mim. Nesses casos o amor é sempre mais, o meu pelo menos é e é assim que ando levando os últimos acontecimentos, com amor, com percepção e agradecimento e mais um pouquinho de amor eu diria. Se eu tinha alguma dúvida do que é o amor, hoje eu sei pelo menos o que ele é capaz de superar.
Vou agora entrar em um período de decisões importantes e de saudade extrema, como será que vou ficar? Sabe o que é o mais interessante? Nem quero saber. Só vou enfrentar e mais nada. Aproveitar o bom de tudo e respirar. Acho que vai ser mais inteligente, né?!
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Notinha que saiu no Jornal Amazônia de hoje (10/04/2008)
Célula-tronco
"Não se consegue entender como existe uma pessoa como o ministro Carlos Alberto Direito, que pediu vista do processo que objetiva aprovar as pesquisas com células-tronco no País e já há cerca de um mês com o documento não o devolve para que a votação prossiga no Supremo Tribunal Federal.
Enquanto isso, milhares de pessoas doentes e portadoras de alguma deficiência física, que poderão ser tratadas através da célula-tronco, aguardam a boa vontade do jurista. Meu Deus!"
Eu, sinceramente poderia tecer aqui uma série de comentários a respeito desta situação, mas a minha condição física e como integrante dessas "milhares de pessoas doentes e portadoras de alguma deficiência física, que poderão ser tratadas através da célula-tronco", ilustra minha raiva em relação à isso. Só clamando por Deus mesmo.
"Não se consegue entender como existe uma pessoa como o ministro Carlos Alberto Direito, que pediu vista do processo que objetiva aprovar as pesquisas com células-tronco no País e já há cerca de um mês com o documento não o devolve para que a votação prossiga no Supremo Tribunal Federal.
Enquanto isso, milhares de pessoas doentes e portadoras de alguma deficiência física, que poderão ser tratadas através da célula-tronco, aguardam a boa vontade do jurista. Meu Deus!"
Eu, sinceramente poderia tecer aqui uma série de comentários a respeito desta situação, mas a minha condição física e como integrante dessas "milhares de pessoas doentes e portadoras de alguma deficiência física, que poderão ser tratadas através da célula-tronco", ilustra minha raiva em relação à isso. Só clamando por Deus mesmo.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Para a minha mãe, o meu coração.
Uma respiração que se dedica a batidas de um coração, do meu coração, que na verdade não é só meu, percebo que é do mundo, de um pequeno mundo talvez, mas de algum mundo ele é. Algo o inquieta e esse músculo começa a acelerar, a bater descompassado. O que será que ele quer me dizer? O que ele pede? E se for uma pergunta que eu não saiba responder? O certo é que a vida devia ser diferente desta. É sempre assim, a vida sempre podia ser diferente. Ela pode. Ela pode. Tenho que ver qual o ângulo certo para que a composição seja harmônica e equilibrada. Penso hoje em equilíbrio, em música que arrepia, como o final de uma música clássica, penso na entrada de ar nos pulmões e como esta se assemelha com o movimento de um violino. Vai e volta lentamente, freneticamente, até tocar o físico, mais precisamente o coração e a mente. O coração abre os ouvidos e chora, dança e ri. A vida é um violino, é isso! É isso que ele quer me dizer.
Uma música de Eduardo Krieger que está no cd "Segundo" da Maria Rita.
Ciranda do Mundo
Pela profecia o mundo ia se acabar
Pelo vagabundo dexa mundo como está
Pelo ser humano pelo cano o mundo vai ou não
Pelo cirandeiro o mundo inteiro vai rodar
Ciranda por ti
Ciranda por mim
Roda na ciranda que é pro não virar pro simCiranda que vai
Ciranda que vem
Roda na ciranda que é pro mal virar pro bem
Pela profecia o mundo ia se acabar
Pelo vagabundo dexa mundo como está
Pelo ser humano pelo cano o mundo vai ou não
Pelo cirandeiro o mundo inteiro vai rodar
Ciranda por ti
Ciranda por mim
Roda na ciranda que é pro não virar pro simCiranda que vai
Ciranda que vem
Roda na ciranda que é pro mal virar pro bem
sábado, 5 de abril de 2008
Dá mais um giro.
Começo da minha manhã. Longe, um pouco longe da minha felicidade. Recebi o pedido pra dar mais um giro. Obedeci com uma satisfação incrívelmente prazerosa. Encaixei nos seus braços. Agora estou perto.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Yael Naim

Minha mais nova descoberta musical. Só vou dizer que são canções pra voar e abrir um grande sorriso (na new soul).
Aqui um pedaço de música:
"I'm a new soul i came to this strange world hoping
I could learn a bit about how to give and take.
But since i came here felt the joy and the fear
Finding myself making every possible mistake"
"Sou uma nova alma
Eu vim para esse mundo estranho
Esperando que eu pudesse aprender
Um pouco sobre como dar e receber
Mas desde que cheguei aqui
Senti a alegria e o medo
Me encontrando fazendo todos os possíveis erros"
quinta-feira, 3 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
segunda-feira, 31 de março de 2008
Gosto muito deste texto antigo que fiz para um amigo; o Sr. Loro Cabelo de Milho. "Quando a gente muda, o mundo muda com a gente" serve para todos nós

E na roda do mundo um pequeno menino-homem cultiva uma flor.
E na roda do mundo o mundo roda e ele volta para o início e descobre que o final é quando é o começo da vida, da sua vida simples.
Em tantos talheres e pratos lavados ele pensou, em tantos mergulhos de rio ele viveu e aprendeu a simplicidade, em tantas risadas ele tornou-se amigo incomparável, em tantos olhos de choros ele sobreviveu.
E o mundo rodou e parece que é sempre o mundo que roda e ele nunca roda o mundo, mas no fundo ele sabe que o Gabriel tem razão quando diz que é só “a gente mudar que o mundo muda com a gente”.
Não ter rumo, nem prumo é uma dádiva que ele ganhou porque ele sempre vai descobrir o desconhecido, o novo, sendo bom ou ruim é novo. Parece que ele nunca leva a vida, mas a vida que o leva. Que mal há nisso? Deixar-se levar é viver.
E na roda do mundo lá vai o menino com futuro tão certo que até faz inveja. Começa com o menino virando homem, com o homem encontrando um caminho, com um homem fazendo uma mulher feliz e é nesse momento que ele volta a ser menino e torna-se dois, ele e ela. Depois e talvez os dois tornam-se três e assim ele vai se repartindo, em filhos, em experiências, em vivências, em momentos de vida. Novamente se bate, sendo bons ou ruins, são momentos, e feliz daquele que tem momentos e não somente instantes.
E na roda do mundo lá vai o menino e esse menino é tão grande que nem cabe nesse mundo. Acho que é capaz dele criar outros.
Escrito por Maíra "Cara de Arroz" Normando
quinta-feira, 20 de março de 2008
Hoje acordei com uma tristeza inexplicável. Fui tomar meu leite com café e pão de ontem torrado com margarina delícia (é triste esse comentário, mas é a melhor de todas). Falei pra minha vó, a Dona Vó, que estava triste, mas que não sabia bem ao certo o porque. Ela falou que eu tinha um bom trabalho, um amado especial e uma família maravilhosa. Pensei que aquilo era a mais pura verdade. Simplifiquei o complexo da minha tristeza e dei um sorriso. Agradeci.
quarta-feira, 19 de março de 2008
terça-feira, 18 de março de 2008
segunda-feira, 17 de março de 2008
domingo, 16 de março de 2008
“A fenda que nos separa da ponte que nos aproxima”
Resolvi então falar das diferenças. Sou apaixonada pela vivência da diferença, mas erroneamente busco sempre a igualdade, a homogeneidade dos seres que estão na atmosfera sexual. Não são as diferenças entre os sexos, mas as diferenças que estão na “fenda que nos separa e na ponte que nos aproxima”, já dizia Moska. As diferenças solidificam o ato, contraditoriamente é o que movimenta o movimento, é a força que impulsiona o que deve ser sempre um e outro, e nunca um só. Na verdade o “um só” é o resultado da movimentação e da percepção do “um e outro”. É como espelho, objeto e reflexo, é como ser e sombra, diferentes, mas inerentemente juntos.
E isso não depende só do amor, é conexão, é a ponte que liga as margens da fenda entre um e outro. O importante é sempre construir as pontes, diferentes pontes, de diversas cores, de todos os tamanhos, com várias texturas, de pedra, de cimento, de madeira, de beijos, de línguas, de mãos, de cheiros, de novas descobertas.
Música e sexo. Outro ponto. Não sei desvincular sexo de música, não esquecendo que sexo é que é sempre música e não a música que é sempre sexo. Sexo também é palavra, é dizer, é abrir a boca, passar a língua e abrir os ouvidos, é deixar que penetre o que se quer dizer e que nem sempre é dito. Sexo é palavra com ou sem significado, uma metáfora das diferenças do que se sente ao fazê-lo. Sexo é imposição de força, é virar, é revirar, é um que recebe e o outro que dá, é um que só pensa em receber e um que só quer dar, é um que dá sem esperar receber. É um que aceita as diferenças, é um que resolve dissolvê-las, um que as sente, que as pronuncia, que não elimina, mas descasca, absorve e come.
E uma última observação: é sempre a música a culpada de tudo isso.
UM & OUTRO (MOSKA)
Um fala, o outro escuta
Um cala, o outro muta
Um grita, o outro olha
Um habita, o outro desfolha
Um aperta, o outro solta
Um liberta, o outro volta
Um salta, o outro pousa
Um falta, o outro ousa
Entrar na fenda que nos separa da ponte que nos aproxima
Quem retirou a última pedra do muro que estávamos em cima?
Um atura, o outro devora
Um mistura, o outro demora
Um corre, o outro estanca
Um morre, o outro arranca
Um concorda, o outro sabe
Um transborda, o outro cabe
Um chamusca, o outro congela
Um busca, o outro revela
A fenda que nos separa da ponte que nos aproxima
Quem retirou a última pedra do muro que estávamos em cima?
Um existe, o outro permanece
Um insiste, o outro acontece
Um estranha, o outro acostuma
Um acompanha, o outro desarruma
Um agarra, o outro conquista
Um esbarra, o outro despista
Um batalha, o outro entrega
Um encalha, o outro navega
Na fenda que nos separada ponte que nos aproxima
Quem retirou a última pedrado muro que estávamos em cima?
E isso não depende só do amor, é conexão, é a ponte que liga as margens da fenda entre um e outro. O importante é sempre construir as pontes, diferentes pontes, de diversas cores, de todos os tamanhos, com várias texturas, de pedra, de cimento, de madeira, de beijos, de línguas, de mãos, de cheiros, de novas descobertas.
Música e sexo. Outro ponto. Não sei desvincular sexo de música, não esquecendo que sexo é que é sempre música e não a música que é sempre sexo. Sexo também é palavra, é dizer, é abrir a boca, passar a língua e abrir os ouvidos, é deixar que penetre o que se quer dizer e que nem sempre é dito. Sexo é palavra com ou sem significado, uma metáfora das diferenças do que se sente ao fazê-lo. Sexo é imposição de força, é virar, é revirar, é um que recebe e o outro que dá, é um que só pensa em receber e um que só quer dar, é um que dá sem esperar receber. É um que aceita as diferenças, é um que resolve dissolvê-las, um que as sente, que as pronuncia, que não elimina, mas descasca, absorve e come.
E uma última observação: é sempre a música a culpada de tudo isso.
UM & OUTRO (MOSKA)
Um fala, o outro escuta
Um cala, o outro muta
Um grita, o outro olha
Um habita, o outro desfolha
Um aperta, o outro solta
Um liberta, o outro volta
Um salta, o outro pousa
Um falta, o outro ousa
Entrar na fenda que nos separa da ponte que nos aproxima
Quem retirou a última pedra do muro que estávamos em cima?
Um atura, o outro devora
Um mistura, o outro demora
Um corre, o outro estanca
Um morre, o outro arranca
Um concorda, o outro sabe
Um transborda, o outro cabe
Um chamusca, o outro congela
Um busca, o outro revela
A fenda que nos separa da ponte que nos aproxima
Quem retirou a última pedra do muro que estávamos em cima?
Um existe, o outro permanece
Um insiste, o outro acontece
Um estranha, o outro acostuma
Um acompanha, o outro desarruma
Um agarra, o outro conquista
Um esbarra, o outro despista
Um batalha, o outro entrega
Um encalha, o outro navega
Na fenda que nos separada ponte que nos aproxima
Quem retirou a última pedrado muro que estávamos em cima?
sexta-feira, 14 de março de 2008
Guardiões
Resolvi mergulhar. Sabia da existência daquela grande floresta submersa no fundo do mar, mas o medo de encontrá-la e descrevê-la minuciosamente adiava meu sonho mais profundo: a descoberta da alma que ainda vivia por entre as árvores e vegetais aparentemente mortos.
A água era fria e quando mais profundo, mais a escuridão cegava meus olhos e o coração, estava perdendo a coragem, mas continuei, pois depois da escuridão sempre há uma luz.
Estava lá, densa, flutuante, negra com galhos retorcidos que abrigavam diversas espécies de "monstros" que pareciam me observar, como se me conhececem de algum lugar.
A medida que eu procurava adentrá-la para talvez encontrar algo de belo naquela grande mata obscura e deteriorada pelas águas calmas e salobras do fundo do mar, os "mosntros" apareciam como guardiões da floresta, guardiões de algo que não poderia ser desvendado.
Insistia gradativamente, fazendo com que aquelas criaturas bizarras fossem despistadas e quanto mais eu pensava em alcançar o grande tesouro escondido, mas era o afastamento dos guardiões.
Sentia uma sensação estranha, talvez medo misturado com coragem e incerteza e incerteza com amor puro. Estava realmente sentindo algo com uma pureza própria, com fragância adocicada e irressitível.
Flores. Brancas, azuis e liláses começaram a compor aquela paisagem aquosa. Pequenos seres quase impercepitíveis soltavam um pó prata brilhante sobre cada criatura estranha que destoava do lugar, e estas diminuiam de tamanho chegando a desaparecer.
Uma sensação de paz passou a dominar a floresta e a água que antes era escuridão, passou a ser límpida, cristalina, doce... a mensagem estava completa; emergi rapidamente.
Criaturas bizarras faziam o papel do ódio, do desamor, da fraqueza, da desesperança e do medo de viver, de perceber e sentir o belo. Pequenos seres espalharam a coragem, a leveza, a paz, a essência de ser paz.
Em uma floresta obscura, nunca se está só. A existência do bem pode parecer invisível, mas se pintarmos com "tinta de vida" (Samir) conseguiremos enxergar.
A água era fria e quando mais profundo, mais a escuridão cegava meus olhos e o coração, estava perdendo a coragem, mas continuei, pois depois da escuridão sempre há uma luz.
Estava lá, densa, flutuante, negra com galhos retorcidos que abrigavam diversas espécies de "monstros" que pareciam me observar, como se me conhececem de algum lugar.
A medida que eu procurava adentrá-la para talvez encontrar algo de belo naquela grande mata obscura e deteriorada pelas águas calmas e salobras do fundo do mar, os "mosntros" apareciam como guardiões da floresta, guardiões de algo que não poderia ser desvendado.
Insistia gradativamente, fazendo com que aquelas criaturas bizarras fossem despistadas e quanto mais eu pensava em alcançar o grande tesouro escondido, mas era o afastamento dos guardiões.
Sentia uma sensação estranha, talvez medo misturado com coragem e incerteza e incerteza com amor puro. Estava realmente sentindo algo com uma pureza própria, com fragância adocicada e irressitível.
Flores. Brancas, azuis e liláses começaram a compor aquela paisagem aquosa. Pequenos seres quase impercepitíveis soltavam um pó prata brilhante sobre cada criatura estranha que destoava do lugar, e estas diminuiam de tamanho chegando a desaparecer.
Uma sensação de paz passou a dominar a floresta e a água que antes era escuridão, passou a ser límpida, cristalina, doce... a mensagem estava completa; emergi rapidamente.
Criaturas bizarras faziam o papel do ódio, do desamor, da fraqueza, da desesperança e do medo de viver, de perceber e sentir o belo. Pequenos seres espalharam a coragem, a leveza, a paz, a essência de ser paz.
Em uma floresta obscura, nunca se está só. A existência do bem pode parecer invisível, mas se pintarmos com "tinta de vida" (Samir) conseguiremos enxergar.
quinta-feira, 6 de março de 2008
O verbo supor
Eu suponho que sempre supor é um triste fim para a comunicação entre pessoas. A suposição nos transforma em seres incompletos e por muitas vezes ignorantes. Supomos sobre tudo, o "eu acho" virou um vício e o "eu sei" se tornou alvo de discordia e é sempre acusado de prepotência. Hoje é melhor supor do que ter certeza, pois nos livra de sermos chamados de "sabe tudo". A suposição virou um escudo de defesa entre diálogos, pois se fica em cima do muro, cria-se um jogo de atirar e se esconder atrás das trincheiras. Não defendo o "eu sei" falso, aquele realmente medíocre e prepotente, defendo o desenvolvimento anterior para chegar ao verdadeiro "eu sei", aquele que em uma boa comunicação é contestado e é rebatido com argumentos fortes que nos fazem refletir e achar caminhos criativos de aceitar ou enaltecer a premissa em questão dentro da conversa. Supomos, e eu estou completamente incluida, sobre a situação econômica do país, supomos sobre o caráter de uma pessoa, supomos que somos boas pessoas, e a confusão aumenta quando supomos o que a outra pessoa quer dizer, aí o suponho vira DR. Não é aí que tudo acaba?
quarta-feira, 5 de março de 2008
molhar os pés
Que a vida vem em ondas, isso eu já sei, mas o problema é saber quando elas vem (infelizmente o horário dessa maré não é regular), com que intensidade e o que vai acontecer depois que a onda levar o que a onda antes dela trouxe. Fico me perguntando isso toda hora e descobri que essas ondas misteriosas são o motivo dos meus muitos medos. Essa espectativa infinita é que me atormenta. Bom, escrevi isso porque quero visualizar através do desenvolvimento deste texto, quantos minutos eu perco sem curtir o impacto dessas ondas. Vocês não acham? Minha onda mais temida é a morte e esta é a mais misteriosa de todas, mas também é a única que a gente sabe que virá, mais cedo ou mais tarde. Por que falar de morte? Porque é aí que mora a vida e é esta que vem em ondas incertas. Será que vem com um grande amor? Será que vem com muita força? Será que vem um bom emprego? Será que eu quero esse emprego? Será que teremos uma guerra daqui a pouco? Será que eu devo comer um filé caro, mas muito gostoso?
Este "será" interrogativo é simplismente maravilhoso, cheio de adrenalina, de suspense, de transformações contínuas, de assimilação de destino. Destino nosso de cada dia.
Muitos me condenam porque quando compro uma roupa por exemplo, eu a uso na mesma hora, não gosto de ficar esperando, porque não sei que onda vai chegar e molhar meus pés, ou até mesmo me derrubar.
Resumindo, façam o melhor do mar de vocês. Esta é minha sugestão auto-ajuda de hoje. Pulem ondinhas, molhem os pés, se joguem logo de roupa e tudo ou nem cheguem perto da água, mas tomem alguma atitude consciente e benéfica em relação ao mar (ou até mesmo oceano) de vocês. Se possível façam logo em cruzeiro e depois me mandem as fotos.
Este "será" interrogativo é simplismente maravilhoso, cheio de adrenalina, de suspense, de transformações contínuas, de assimilação de destino. Destino nosso de cada dia.
Muitos me condenam porque quando compro uma roupa por exemplo, eu a uso na mesma hora, não gosto de ficar esperando, porque não sei que onda vai chegar e molhar meus pés, ou até mesmo me derrubar.
Resumindo, façam o melhor do mar de vocês. Esta é minha sugestão auto-ajuda de hoje. Pulem ondinhas, molhem os pés, se joguem logo de roupa e tudo ou nem cheguem perto da água, mas tomem alguma atitude consciente e benéfica em relação ao mar (ou até mesmo oceano) de vocês. Se possível façam logo em cruzeiro e depois me mandem as fotos.
terça-feira, 4 de março de 2008
Sei que disse que não iria escrever sobre questões políticas mas adorei esta boa ironia aqui:
Trecho do texto "Só faltam uns retoques" de João Ubaldo Ribeiro em que fala sobre a saúde brasileira. (saiu no Jornal O Liberal de dom (02/03/08) - atualidades 2).
... E não deve ser esquecido o momento em que o presidente, depois de submetido a procedimentos médicos em São Paulo, afirmou que havia sido tratado da mesmíssima forma a que qualquer brasileiro tem direito, qualquer um podia fazer a mesma coisa. De novo - e acho isso verdadeiramente admirável - não lhe tremeu um fio de cabelo nem se alterou a voz altiva e descompromissada com qualquer coisa que na hora não lhe interesse. E de novo a má vontade me sopra de volta o que ele falou na semana passada, dirrigindo-se a trabalhadores. Contou como tinha sido a amputação de seu dedo e sugeriu que o serviço teria sido melhor, se ele não tivesse sido tratado como o pobre ainda costuma ser tratado neste país.
Notei um acerta contradição entre uma afirmação e outra e pensei como ele reagiria se chamado a explicar-se. Ora, ele reagiria com a mesma retórica de sempre, esqueci que hoje nos rege a lógica dele, que tem suas peculiaridades. Diria, por exemplo, que "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Você não pode querer tratar um coisa do mesmo jeito que pode tratar outra coisa, nem tratar outra coisa do jeito que a primeira coisa. Uma coisa que precisamos fazer neste país é distinguir bem as coisas, porque muitas vezes confundimos uma coisa com a outra e as coisas ficam completamente embaralhadas, com a consequencia de que não casa coisa com coisa e não se resolve coisa nenhuma". Pronto, explicado. Tudo aqui é transparente...
Trecho do texto "Só faltam uns retoques" de João Ubaldo Ribeiro em que fala sobre a saúde brasileira. (saiu no Jornal O Liberal de dom (02/03/08) - atualidades 2).
... E não deve ser esquecido o momento em que o presidente, depois de submetido a procedimentos médicos em São Paulo, afirmou que havia sido tratado da mesmíssima forma a que qualquer brasileiro tem direito, qualquer um podia fazer a mesma coisa. De novo - e acho isso verdadeiramente admirável - não lhe tremeu um fio de cabelo nem se alterou a voz altiva e descompromissada com qualquer coisa que na hora não lhe interesse. E de novo a má vontade me sopra de volta o que ele falou na semana passada, dirrigindo-se a trabalhadores. Contou como tinha sido a amputação de seu dedo e sugeriu que o serviço teria sido melhor, se ele não tivesse sido tratado como o pobre ainda costuma ser tratado neste país.
Notei um acerta contradição entre uma afirmação e outra e pensei como ele reagiria se chamado a explicar-se. Ora, ele reagiria com a mesma retórica de sempre, esqueci que hoje nos rege a lógica dele, que tem suas peculiaridades. Diria, por exemplo, que "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Você não pode querer tratar um coisa do mesmo jeito que pode tratar outra coisa, nem tratar outra coisa do jeito que a primeira coisa. Uma coisa que precisamos fazer neste país é distinguir bem as coisas, porque muitas vezes confundimos uma coisa com a outra e as coisas ficam completamente embaralhadas, com a consequencia de que não casa coisa com coisa e não se resolve coisa nenhuma". Pronto, explicado. Tudo aqui é transparente...
segunda-feira, 3 de março de 2008
Uma receita pra encher a alma de gostosura:
Provolone Chips
Ingredientes:
- aproximadamente 800 g de queijo tipo provolone curado no formato cilíndrico pequeno (+/- 2 cilindros)
- temperos opcionais: páprica picante, gergelim, sementes de papoula e orégano a gosto
Modo de preparo
Com auxílio de uma faca bem afiada, corte rodelas do queijo tipo provolone curado com +/- 2 mm cada. Reserve.
No microondas:
Forre o prato do microondas com uma folha de papel manteiga e distribua, por cima as fatias de queijo de modo que fiquem separadas. Nesta hora, se desejar, salpique o tempero que quiser. Coloque o prato de volta no microondas e ligue o forno em potência alta e deixe por 3 ½ minutos. Retire-os da folha e deixe esfriar. Repita a operação até terminarem todas as fatias de queijo.
No forno:
Disponha as fatias de queijo sobre uma folha de papel manteiga dentro de uma assadeira, de modo que as fatias de queijo fiquem separadas. Nesta hora, se desejar, salpique o tempero que quiser. Leve a assadeira ao forno pré-aquecido a 160ºC por 25 a 30 minutos. Retire imediatamente as fatias desidratadas da assadeira para que elas não tenham contato com a gordura que se desprende do queijo. Deixe esfriar e guarde em sacos plásticos bem fechados.
OBS: quanto mais curado o queijo estiver, melhor, pois soltará menos gordura.
Rendimento: para 800 g de queijo rende 500 g de chips
Preço de mercado: 800 g de queijo provolone custam R$ 14,00 reais
Provolone Chips
Ingredientes:
- aproximadamente 800 g de queijo tipo provolone curado no formato cilíndrico pequeno (+/- 2 cilindros)
- temperos opcionais: páprica picante, gergelim, sementes de papoula e orégano a gosto
Modo de preparo
Com auxílio de uma faca bem afiada, corte rodelas do queijo tipo provolone curado com +/- 2 mm cada. Reserve.
No microondas:
Forre o prato do microondas com uma folha de papel manteiga e distribua, por cima as fatias de queijo de modo que fiquem separadas. Nesta hora, se desejar, salpique o tempero que quiser. Coloque o prato de volta no microondas e ligue o forno em potência alta e deixe por 3 ½ minutos. Retire-os da folha e deixe esfriar. Repita a operação até terminarem todas as fatias de queijo.
No forno:
Disponha as fatias de queijo sobre uma folha de papel manteiga dentro de uma assadeira, de modo que as fatias de queijo fiquem separadas. Nesta hora, se desejar, salpique o tempero que quiser. Leve a assadeira ao forno pré-aquecido a 160ºC por 25 a 30 minutos. Retire imediatamente as fatias desidratadas da assadeira para que elas não tenham contato com a gordura que se desprende do queijo. Deixe esfriar e guarde em sacos plásticos bem fechados.
OBS: quanto mais curado o queijo estiver, melhor, pois soltará menos gordura.
Rendimento: para 800 g de queijo rende 500 g de chips
Preço de mercado: 800 g de queijo provolone custam R$ 14,00 reais
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
sobre isso
Fiquei pensando sobre este blog. Deveria mesmo expor minhas palavras com os outros? Quem eu penso que eu sou pra achar importante e útil o que escrevo? Pois bem, sou Maíra, integrante do mundo, criatura da natureza e o melhor de tudo, um ser racional. Aí pensei: Penso, logo existo. Discordei desta premissa. Penso e se compartilhar com alguém aí sim existirei. Mas... pra quem eu quero existir? Para aqueles que eu amo, para aqueles que me amam, para aqueles que tem coração bom, (apesar do meu ser meio...), para aqueles que já andaram de carrosel, para aqueles que sabem que a terra é um carrosel, para aqueles que amam leite e para os que detestam também. Mais uma vez me perguntei: será que este vai ser um blog daqueles comuns e chatos, onde impera o individualismo e o narcisismo de mim? Creio que pelo lado ruim, será sim. Tudo tem dois lados (ou vários lados), mas assim como minha amada fotografia, as coisas do mundo podem ser vistas por vários ângulos e o mais importante é que cada um tem esse poder de escolher sua perspectiva. É isso. Ficarei muito, muito feliz se eu puder contribuir com alguma sensação na pessoa que estiver lendo. Não me preocupo mais se estou escrevendo certo, se minhas idéias são ultrapassadas ou avançadas, ou daquelas que enrolam, enrolam e não dizem nada com nada. Como disse uma vez um vendedor de mate em Ipanema no Rio: "deixa o mate me levar, mate leva eu". Vou tentar colocar textos de outras pessoas que gosto muito. Clarisse, Cláudio Moura (economista), Lia Paraense, Fernando Paraense, sei lá, quem eu encontrar por ai. Ei, não pensem que eu vou fazer aqueles artigos críticos sobre assuntos polêmicos, pois juro que sou pequena e fina demais pra isso.
Bom, vou tentar escrever com frequência. Uma beijoca gelada pra todos.
Bom, vou tentar escrever com frequência. Uma beijoca gelada pra todos.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Meu início de vida começa com a noite, na escuridão de todo dia ou na claridade da lua. O sol, amante fiel de sua amada branca, a surpreende algumas vezes quando configura em seu céu transparente de azul, a imagem de sua lua. Ele sente sua falta e definha ao entardecer, esperando desesperadamente que ela apareça para abraçá-lo. Raramente eles se encontram, mas quando se beijam os seres da terra param pra observar essa troca de amor. Uma estrela gigante de cor amarela misturada com laranja e vermelho encontra a serenidade na brancura daquela que ama.
No contexto de claro e escuro começa meu dia, minhas idéias de ser, minhas percepções de como ando no mundo, se paro, se vou ou se volto. O mais difícil é querer voltar, pois andar no sentido contrário do mundo determina vertigem e cansaço no ser e de ser. Às vezes é perturbador, pois nem sempre a perspectiva de destino da terra é gratificante, na maioria das vezes a estrada é destrutiva, na verdade são o “nós” que a submetem a condição de torturada. Ela grita e é cortante na alma quando ela resolve se defender. Mas quem pode julgá-la?
È na vida que levo dentro dela que penso no início da noite e que determina meu caminho durante o caminhar do dia. Penso que o meu dia tem escoliose grave, pois na maioria das vezes ele anda meio torto. Mas o que seria do torto se não existisse o meio ou pouco torto como eu? Seria sem meu amor, sem o homem meu de cada dia, sem minhas roupas infantis, sem uma cadeira do lado direito para apoiar minha perna fina, mas direita. O que seria de meus pensamentos loucos, maduros, carentes e belos sem minha visão turva. Sem mim, eles só seriam. Comigo, eles serão.
No contexto de claro e escuro começa meu dia, minhas idéias de ser, minhas percepções de como ando no mundo, se paro, se vou ou se volto. O mais difícil é querer voltar, pois andar no sentido contrário do mundo determina vertigem e cansaço no ser e de ser. Às vezes é perturbador, pois nem sempre a perspectiva de destino da terra é gratificante, na maioria das vezes a estrada é destrutiva, na verdade são o “nós” que a submetem a condição de torturada. Ela grita e é cortante na alma quando ela resolve se defender. Mas quem pode julgá-la?
È na vida que levo dentro dela que penso no início da noite e que determina meu caminho durante o caminhar do dia. Penso que o meu dia tem escoliose grave, pois na maioria das vezes ele anda meio torto. Mas o que seria do torto se não existisse o meio ou pouco torto como eu? Seria sem meu amor, sem o homem meu de cada dia, sem minhas roupas infantis, sem uma cadeira do lado direito para apoiar minha perna fina, mas direita. O que seria de meus pensamentos loucos, maduros, carentes e belos sem minha visão turva. Sem mim, eles só seriam. Comigo, eles serão.
Carrossel. Quando gira se repete. Quando gira se repete. Quando gira se repete. Quando sobe, o chão se move; quando desce, o céu se move, se distancia. Quando giramos nos repetimos, descobrimos a vertigem, o mal estar de tornar-se velho, novo, velho e novo. O que passará torna-se imediatamente o que passou e quando vemos não volta do mesmo jeito. Quando gira se repete? Quando gira se repete? Repete ou não?
“Só sei que o meu mundo vai de cá pra lá”, o que não é a mesma coisa que o inverso, a perspectiva é nova, é outra. O lado muda a percepção do que vem em frente. A frente protege o vem que depois, o presente é o carrossel que embarcamos e a parada depende de onde queremos descer.
“Só sei que o meu mundo vai de cá pra lá”, o que não é a mesma coisa que o inverso, a perspectiva é nova, é outra. O lado muda a percepção do que vem em frente. A frente protege o vem que depois, o presente é o carrossel que embarcamos e a parada depende de onde queremos descer.
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