segunda-feira, 31 de março de 2008

"Na praia, na chuva, em Salinas e dentro do meu coraçãããão"



Gosto muito deste texto antigo que fiz para um amigo; o Sr. Loro Cabelo de Milho. "Quando a gente muda, o mundo muda com a gente" serve para todos nós


E na roda do mundo um pequeno menino-homem cultiva uma flor.
E na roda do mundo o mundo roda e ele volta para o início e descobre que o final é quando é o começo da vida, da sua vida simples.
Em tantos talheres e pratos lavados ele pensou, em tantos mergulhos de rio ele viveu e aprendeu a simplicidade, em tantas risadas ele tornou-se amigo incomparável, em tantos olhos de choros ele sobreviveu.
E o mundo rodou e parece que é sempre o mundo que roda e ele nunca roda o mundo, mas no fundo ele sabe que o Gabriel tem razão quando diz que é só “a gente mudar que o mundo muda com a gente”.
Não ter rumo, nem prumo é uma dádiva que ele ganhou porque ele sempre vai descobrir o desconhecido, o novo, sendo bom ou ruim é novo. Parece que ele nunca leva a vida, mas a vida que o leva. Que mal há nisso? Deixar-se levar é viver.
E na roda do mundo lá vai o menino com futuro tão certo que até faz inveja. Começa com o menino virando homem, com o homem encontrando um caminho, com um homem fazendo uma mulher feliz e é nesse momento que ele volta a ser menino e torna-se dois, ele e ela. Depois e talvez os dois tornam-se três e assim ele vai se repartindo, em filhos, em experiências, em vivências, em momentos de vida. Novamente se bate, sendo bons ou ruins, são momentos, e feliz daquele que tem momentos e não somente instantes.
E na roda do mundo lá vai o menino e esse menino é tão grande que nem cabe nesse mundo. Acho que é capaz dele criar outros.

Escrito por Maíra "Cara de Arroz" Normando

ilustrações de Mateus Velasco



quinta-feira, 20 de março de 2008

meu coração saiu pela boca

Hoje acordei com uma tristeza inexplicável. Fui tomar meu leite com café e pão de ontem torrado com margarina delícia (é triste esse comentário, mas é a melhor de todas). Falei pra minha vó, a Dona Vó, que estava triste, mas que não sabia bem ao certo o porque. Ela falou que eu tinha um bom trabalho, um amado especial e uma família maravilhosa. Pensei que aquilo era a mais pura verdade. Simplifiquei o complexo da minha tristeza e dei um sorriso. Agradeci.

quarta-feira, 19 de março de 2008

segunda-feira, 17 de março de 2008

domingo, 16 de março de 2008


“A fenda que nos separa da ponte que nos aproxima”

Resolvi então falar das diferenças. Sou apaixonada pela vivência da diferença, mas erroneamente busco sempre a igualdade, a homogeneidade dos seres que estão na atmosfera sexual. Não são as diferenças entre os sexos, mas as diferenças que estão na “fenda que nos separa e na ponte que nos aproxima”, já dizia Moska. As diferenças solidificam o ato, contraditoriamente é o que movimenta o movimento, é a força que impulsiona o que deve ser sempre um e outro, e nunca um só. Na verdade o “um só” é o resultado da movimentação e da percepção do “um e outro”. É como espelho, objeto e reflexo, é como ser e sombra, diferentes, mas inerentemente juntos.
E isso não depende só do amor, é conexão, é a ponte que liga as margens da fenda entre um e outro. O importante é sempre construir as pontes, diferentes pontes, de diversas cores, de todos os tamanhos, com várias texturas, de pedra, de cimento, de madeira, de beijos, de línguas, de mãos, de cheiros, de novas descobertas.
Música e sexo. Outro ponto. Não sei desvincular sexo de música, não esquecendo que sexo é que é sempre música e não a música que é sempre sexo. Sexo também é palavra, é dizer, é abrir a boca, passar a língua e abrir os ouvidos, é deixar que penetre o que se quer dizer e que nem sempre é dito. Sexo é palavra com ou sem significado, uma metáfora das diferenças do que se sente ao fazê-lo. Sexo é imposição de força, é virar, é revirar, é um que recebe e o outro que dá, é um que só pensa em receber e um que só quer dar, é um que dá sem esperar receber. É um que aceita as diferenças, é um que resolve dissolvê-las, um que as sente, que as pronuncia, que não elimina, mas descasca, absorve e come.

E uma última observação: é sempre a música a culpada de tudo isso.

UM & OUTRO (MOSKA)
Um fala, o outro escuta
Um cala, o outro muta
Um grita, o outro olha
Um habita, o outro desfolha
Um aperta, o outro solta
Um liberta, o outro volta
Um salta, o outro pousa
Um falta, o outro ousa
Entrar na fenda que nos separa da ponte que nos aproxima
Quem retirou a última pedra do muro que estávamos em cima?
Um atura, o outro devora
Um mistura, o outro demora
Um corre, o outro estanca
Um morre, o outro arranca
Um concorda, o outro sabe
Um transborda, o outro cabe
Um chamusca, o outro congela
Um busca, o outro revela
A fenda que nos separa da ponte que nos aproxima
Quem retirou a última pedra do muro que estávamos em cima?
Um existe, o outro permanece
Um insiste, o outro acontece
Um estranha, o outro acostuma
Um acompanha, o outro desarruma
Um agarra, o outro conquista
Um esbarra, o outro despista
Um batalha, o outro entrega
Um encalha, o outro navega
Na fenda que nos separada ponte que nos aproxima
Quem retirou a última pedrado muro que estávamos em cima?

sexta-feira, 14 de março de 2008

Guardiões

Resolvi mergulhar. Sabia da existência daquela grande floresta submersa no fundo do mar, mas o medo de encontrá-la e descrevê-la minuciosamente adiava meu sonho mais profundo: a descoberta da alma que ainda vivia por entre as árvores e vegetais aparentemente mortos.
A água era fria e quando mais profundo, mais a escuridão cegava meus olhos e o coração, estava perdendo a coragem, mas continuei, pois depois da escuridão sempre há uma luz.
Estava lá, densa, flutuante, negra com galhos retorcidos que abrigavam diversas espécies de "monstros" que pareciam me observar, como se me conhececem de algum lugar.
A medida que eu procurava adentrá-la para talvez encontrar algo de belo naquela grande mata obscura e deteriorada pelas águas calmas e salobras do fundo do mar, os "mosntros" apareciam como guardiões da floresta, guardiões de algo que não poderia ser desvendado.
Insistia gradativamente, fazendo com que aquelas criaturas bizarras fossem despistadas e quanto mais eu pensava em alcançar o grande tesouro escondido, mas era o afastamento dos guardiões.
Sentia uma sensação estranha, talvez medo misturado com coragem e incerteza e incerteza com amor puro. Estava realmente sentindo algo com uma pureza própria, com fragância adocicada e irressitível.
Flores. Brancas, azuis e liláses começaram a compor aquela paisagem aquosa. Pequenos seres quase impercepitíveis soltavam um pó prata brilhante sobre cada criatura estranha que destoava do lugar, e estas diminuiam de tamanho chegando a desaparecer.
Uma sensação de paz passou a dominar a floresta e a água que antes era escuridão, passou a ser límpida, cristalina, doce... a mensagem estava completa; emergi rapidamente.
Criaturas bizarras faziam o papel do ódio, do desamor, da fraqueza, da desesperança e do medo de viver, de perceber e sentir o belo. Pequenos seres espalharam a coragem, a leveza, a paz, a essência de ser paz.
Em uma floresta obscura, nunca se está só. A existência do bem pode parecer invisível, mas se pintarmos com "tinta de vida" (Samir) conseguiremos enxergar.

quinta-feira, 6 de março de 2008

O verbo supor

Eu suponho que sempre supor é um triste fim para a comunicação entre pessoas. A suposição nos transforma em seres incompletos e por muitas vezes ignorantes. Supomos sobre tudo, o "eu acho" virou um vício e o "eu sei" se tornou alvo de discordia e é sempre acusado de prepotência. Hoje é melhor supor do que ter certeza, pois nos livra de sermos chamados de "sabe tudo". A suposição virou um escudo de defesa entre diálogos, pois se fica em cima do muro, cria-se um jogo de atirar e se esconder atrás das trincheiras. Não defendo o "eu sei" falso, aquele realmente medíocre e prepotente, defendo o desenvolvimento anterior para chegar ao verdadeiro "eu sei", aquele que em uma boa comunicação é contestado e é rebatido com argumentos fortes que nos fazem refletir e achar caminhos criativos de aceitar ou enaltecer a premissa em questão dentro da conversa. Supomos, e eu estou completamente incluida, sobre a situação econômica do país, supomos sobre o caráter de uma pessoa, supomos que somos boas pessoas, e a confusão aumenta quando supomos o que a outra pessoa quer dizer, aí o suponho vira DR. Não é aí que tudo acaba?

quarta-feira, 5 de março de 2008

molhar os pés

Que a vida vem em ondas, isso eu já sei, mas o problema é saber quando elas vem (infelizmente o horário dessa maré não é regular), com que intensidade e o que vai acontecer depois que a onda levar o que a onda antes dela trouxe. Fico me perguntando isso toda hora e descobri que essas ondas misteriosas são o motivo dos meus muitos medos. Essa espectativa infinita é que me atormenta. Bom, escrevi isso porque quero visualizar através do desenvolvimento deste texto, quantos minutos eu perco sem curtir o impacto dessas ondas. Vocês não acham? Minha onda mais temida é a morte e esta é a mais misteriosa de todas, mas também é a única que a gente sabe que virá, mais cedo ou mais tarde. Por que falar de morte? Porque é aí que mora a vida e é esta que vem em ondas incertas. Será que vem com um grande amor? Será que vem com muita força? Será que vem um bom emprego? Será que eu quero esse emprego? Será que teremos uma guerra daqui a pouco? Será que eu devo comer um filé caro, mas muito gostoso?
Este "será" interrogativo é simplismente maravilhoso, cheio de adrenalina, de suspense, de transformações contínuas, de assimilação de destino. Destino nosso de cada dia.
Muitos me condenam porque quando compro uma roupa por exemplo, eu a uso na mesma hora, não gosto de ficar esperando, porque não sei que onda vai chegar e molhar meus pés, ou até mesmo me derrubar.
Resumindo, façam o melhor do mar de vocês. Esta é minha sugestão auto-ajuda de hoje. Pulem ondinhas, molhem os pés, se joguem logo de roupa e tudo ou nem cheguem perto da água, mas tomem alguma atitude consciente e benéfica em relação ao mar (ou até mesmo oceano) de vocês. Se possível façam logo em cruzeiro e depois me mandem as fotos.

terça-feira, 4 de março de 2008

Sei que disse que não iria escrever sobre questões políticas mas adorei esta boa ironia aqui:

Trecho do texto "Só faltam uns retoques" de João Ubaldo Ribeiro em que fala sobre a saúde brasileira. (saiu no Jornal O Liberal de dom (02/03/08) - atualidades 2).

... E não deve ser esquecido o momento em que o presidente, depois de submetido a procedimentos médicos em São Paulo, afirmou que havia sido tratado da mesmíssima forma a que qualquer brasileiro tem direito, qualquer um podia fazer a mesma coisa. De novo - e acho isso verdadeiramente admirável - não lhe tremeu um fio de cabelo nem se alterou a voz altiva e descompromissada com qualquer coisa que na hora não lhe interesse. E de novo a má vontade me sopra de volta o que ele falou na semana passada, dirrigindo-se a trabalhadores. Contou como tinha sido a amputação de seu dedo e sugeriu que o serviço teria sido melhor, se ele não tivesse sido tratado como o pobre ainda costuma ser tratado neste país.
Notei um acerta contradição entre uma afirmação e outra e pensei como ele reagiria se chamado a explicar-se. Ora, ele reagiria com a mesma retórica de sempre, esqueci que hoje nos rege a lógica dele, que tem suas peculiaridades. Diria, por exemplo, que "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Você não pode querer tratar um coisa do mesmo jeito que pode tratar outra coisa, nem tratar outra coisa do jeito que a primeira coisa. Uma coisa que precisamos fazer neste país é distinguir bem as coisas, porque muitas vezes confundimos uma coisa com a outra e as coisas ficam completamente embaralhadas, com a consequencia de que não casa coisa com coisa e não se resolve coisa nenhuma". Pronto, explicado. Tudo aqui é transparente...

segunda-feira, 3 de março de 2008

Uma receita pra encher a alma de gostosura:

Provolone Chips

Ingredientes:
- aproximadamente 800 g de queijo tipo provolone curado no formato cilíndrico pequeno (+/- 2 cilindros)
- temperos opcionais: páprica picante, gergelim, sementes de papoula e orégano a gosto

Modo de preparo

Com auxílio de uma faca bem afiada, corte rodelas do queijo tipo provolone curado com +/- 2 mm cada. Reserve.

No microondas:
Forre o prato do microondas com uma folha de papel manteiga e distribua, por cima as fatias de queijo de modo que fiquem separadas. Nesta hora, se desejar, salpique o tempero que quiser. Coloque o prato de volta no microondas e ligue o forno em potência alta e deixe por 3 ½ minutos. Retire-os da folha e deixe esfriar. Repita a operação até terminarem todas as fatias de queijo.

No forno:
Disponha as fatias de queijo sobre uma folha de papel manteiga dentro de uma assadeira, de modo que as fatias de queijo fiquem separadas. Nesta hora, se desejar, salpique o tempero que quiser. Leve a assadeira ao forno pré-aquecido a 160ºC por 25 a 30 minutos. Retire imediatamente as fatias desidratadas da assadeira para que elas não tenham contato com a gordura que se desprende do queijo. Deixe esfriar e guarde em sacos plásticos bem fechados.

OBS: quanto mais curado o queijo estiver, melhor, pois soltará menos gordura.

Rendimento: para 800 g de queijo rende 500 g de chips

Preço de mercado: 800 g de queijo provolone custam R$ 14,00 reais