terça-feira, 4 de março de 2008

Sei que disse que não iria escrever sobre questões políticas mas adorei esta boa ironia aqui:

Trecho do texto "Só faltam uns retoques" de João Ubaldo Ribeiro em que fala sobre a saúde brasileira. (saiu no Jornal O Liberal de dom (02/03/08) - atualidades 2).

... E não deve ser esquecido o momento em que o presidente, depois de submetido a procedimentos médicos em São Paulo, afirmou que havia sido tratado da mesmíssima forma a que qualquer brasileiro tem direito, qualquer um podia fazer a mesma coisa. De novo - e acho isso verdadeiramente admirável - não lhe tremeu um fio de cabelo nem se alterou a voz altiva e descompromissada com qualquer coisa que na hora não lhe interesse. E de novo a má vontade me sopra de volta o que ele falou na semana passada, dirrigindo-se a trabalhadores. Contou como tinha sido a amputação de seu dedo e sugeriu que o serviço teria sido melhor, se ele não tivesse sido tratado como o pobre ainda costuma ser tratado neste país.
Notei um acerta contradição entre uma afirmação e outra e pensei como ele reagiria se chamado a explicar-se. Ora, ele reagiria com a mesma retórica de sempre, esqueci que hoje nos rege a lógica dele, que tem suas peculiaridades. Diria, por exemplo, que "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Você não pode querer tratar um coisa do mesmo jeito que pode tratar outra coisa, nem tratar outra coisa do jeito que a primeira coisa. Uma coisa que precisamos fazer neste país é distinguir bem as coisas, porque muitas vezes confundimos uma coisa com a outra e as coisas ficam completamente embaralhadas, com a consequencia de que não casa coisa com coisa e não se resolve coisa nenhuma". Pronto, explicado. Tudo aqui é transparente...

Um comentário:

abdul disse...

hahahhahahahahah

política,

entre uma coisa e outra, uma morte e outra

vê só, decidem até se devemos viver ou morrer

muito a aprender com a medicina cubana, este "socialista"