Meu início de vida começa com a noite, na escuridão de todo dia ou na claridade da lua. O sol, amante fiel de sua amada branca, a surpreende algumas vezes quando configura em seu céu transparente de azul, a imagem de sua lua. Ele sente sua falta e definha ao entardecer, esperando desesperadamente que ela apareça para abraçá-lo. Raramente eles se encontram, mas quando se beijam os seres da terra param pra observar essa troca de amor. Uma estrela gigante de cor amarela misturada com laranja e vermelho encontra a serenidade na brancura daquela que ama.
No contexto de claro e escuro começa meu dia, minhas idéias de ser, minhas percepções de como ando no mundo, se paro, se vou ou se volto. O mais difícil é querer voltar, pois andar no sentido contrário do mundo determina vertigem e cansaço no ser e de ser. Às vezes é perturbador, pois nem sempre a perspectiva de destino da terra é gratificante, na maioria das vezes a estrada é destrutiva, na verdade são o “nós” que a submetem a condição de torturada. Ela grita e é cortante na alma quando ela resolve se defender. Mas quem pode julgá-la?
È na vida que levo dentro dela que penso no início da noite e que determina meu caminho durante o caminhar do dia. Penso que o meu dia tem escoliose grave, pois na maioria das vezes ele anda meio torto. Mas o que seria do torto se não existisse o meio ou pouco torto como eu? Seria sem meu amor, sem o homem meu de cada dia, sem minhas roupas infantis, sem uma cadeira do lado direito para apoiar minha perna fina, mas direita. O que seria de meus pensamentos loucos, maduros, carentes e belos sem minha visão turva. Sem mim, eles só seriam. Comigo, eles serão.
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Um comentário:
Sempre nos deixando sem palavras.
TE AMO.
Beijos, Ninha.
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