quarta-feira, 9 de abril de 2008
Para a minha mãe, o meu coração.
Uma respiração que se dedica a batidas de um coração, do meu coração, que na verdade não é só meu, percebo que é do mundo, de um pequeno mundo talvez, mas de algum mundo ele é. Algo o inquieta e esse músculo começa a acelerar, a bater descompassado. O que será que ele quer me dizer? O que ele pede? E se for uma pergunta que eu não saiba responder? O certo é que a vida devia ser diferente desta. É sempre assim, a vida sempre podia ser diferente. Ela pode. Ela pode. Tenho que ver qual o ângulo certo para que a composição seja harmônica e equilibrada. Penso hoje em equilíbrio, em música que arrepia, como o final de uma música clássica, penso na entrada de ar nos pulmões e como esta se assemelha com o movimento de um violino. Vai e volta lentamente, freneticamente, até tocar o físico, mais precisamente o coração e a mente. O coração abre os ouvidos e chora, dança e ri. A vida é um violino, é isso! É isso que ele quer me dizer.
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Um comentário:
Como sempre escrevendo coisas lindas. Saudades de vc e do nosso tempo de nazaré.
Beijos
Bel lima
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